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III Fórum de Pediatria debate papeis da família, da escola e da mídia no combate à violência contra crianças e adolescentes

 

Os efeitos da violência sobre crianças e adolescentes e o papel do pediatra para ajudar esses pacientes foram debatidos, em Brasília, durante o III Fórum de Pediatria, promovido pelo Conselho Federal de Medicina (CFM). "Este é um problema que perpassa o dia a dia do pediatra e podemos contribuir para quebrar o ciclo de agressões, já que a tendência é que uma criança agredida venha a ser agressora no futuro", argumentou o coordenador da Câmara Técnica de Pediatria do CFM, conselheiro Sidnei Ferreira, que representou a autarquia na mesa de abertura.

 

Também participaram da mesa de abertura, o primeiro e o segundo vice-presidente da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), Clóvis Constantino e Edson Liberal, que elogiaram a iniciativa do CFM em promover um Fórum para debater a violência contra a infância e a adolescência. A primeira mesa redonda, que teve como tema "A prevenção da violência contra crianças e adolescentes", tratou do papel da mídia, do lar e da escola na promoção da paz. "A violência contra a criança é quem mais se pereniza, pois tem consequências futuras, daí a importância de debatermos como ela pode ser prevenida", afirmou o presidente da mesa, conselheiro federal Celso Murad.

 

O papel da mídia foi abordado pela professora da Faculdade de Medicina da Universidade do Estado do Rio de Janeiro Evelyn Eisenstein, que se mostrou preocupada com a violência nas redes sociais. "Quarenta por cento do que se divulga são mensagens de ódio. Não se fala de amor, e sim sobre fel", argumentou. Para Evelyn, a mídia divulga os fatos violentos, mas não promove reflexão sobre causas e consequências, não contribuindo para a redução da violência. A apresentação pode ser acessada aqui.

 

A professora da Universidade Federal do Rio de Janeiro e diretora do Departamento Científico de Segurança da Criança e do Adolescentes da SBP, Ana Lúcia Ferreira, responsável pela palestra sobre o papel da família, criticou a cultura da palmada. "A criança que apanha na infância, tende a repetir o comportamento na idade adulta", argumentou. Outro problema é que é comum os pais, num dia de raiva, "passarem do limite". 

 

Para a professora da Escola Superior de Ciências da Santa Casa de Misericórdia de Vitória, Rosana Alves, que falou sobre o papel da escola no combate à violência, esta sempre vai existir, mas pode ser evitada, "cabendo à escola impulsionar o pensamento crítico, a inteligência emocional, a solidariedade, o compromisso e a tolerância". Rosana também afirmou que as equipes de saúde da família podem ter um papel importante para identificar a violência contra crianças e adolescentes.

 

Ética e legalidade – Também fez parte da pauta de discussões o tema "Fundamentos éticos e legais do atendimento a vítimas de violência", que debateu os limites do pediatra para denunciar uma situação de violência infantil, sem que seja quebrada a confidencialidade. O primeiro palestrante foi o psiquiatra infantil Maurício Santos de Sousa, que relatou casos clínicos e discorreu sobre os casos mais comuns de urgência infantil psiquiátrica. Segundo Sousa, os principais causadores de traumas em crianças são violência física, abuso sexual, abuso emocional, negligência física e emocional. "E, nesse contexto, o papel do pediatra é muito importante, pois 80% das crianças não denunciam a violência sofrida, cabendo ao médico identificar os casos suspeitos para depois documentar e notificar", afirmou.

 

Em seguida, o corregedor do CFM, José Fernando Maia Vinagre, falou sobre os fundamentos éticos no atendimento a vítimas de violência. Para Vinagre, é dever da família, da sociedade e do Estado proteger a criança e o adolescente. Quanto ao médico, é preciso minimizar as consequências do agravo, aplicando os princípios da bioética de se respeitar a autonomia do paciente, não-maleficência, beneficência, justiça e equidade. Acesse aqui a apresentação. Em seguida, o coordenador da Coordenação Jurídica do CFM, José Alejandro Bullón Siva, que falou sobre a definição legal da violência infantil e explicou as mudanças no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) promovidas pela lei 13.431/17. 

Pediatras debatem as consequências do alcoolismo e do uso de drogas na infância e adolescência no III Fórum

 

Álcool e drogas - A segunda parte do fórum debateu os efeitos deletérios do consumo de álcool e do uso de drogas no desenvolvimento de crianças e adolescentes, com reflexos na vida adulta. A primeira apresentação, do professor e pesquisador da Universidade de São Paulo (USP) João Paulo Becker Lotufo, trouxe dados epidemiológicos sobre o consumo de tabaco e álcool.

 

Segundo Lotufo, o consumo de álcool por parte dos adolescentes causa afogamento, gravidez indesejada, doenças sexualmente transmissíveis e problemas escolares, entre outros transtornos, já que geralmente o álcool é a porta de entrada para as drogas ilícitas. Como forma de diminuir "a epidemia do consumo de álcool e drogas", ele sugeriu a adoção de medidas políticas, como o fechamento de bares a partir das 23h e a sobretaxa de bebidas alcóolicas, "que podem fazer muito mais efeito do que aconselhamentos nossos". Lotufo também falou sobre o projeto www.drbarto.com.br, no qual ele realiza trabalhos de prevenção em escolas municipais de São Paulo. A apresentação pode ser acessada aqui.

 

Em seguida, o coordenador do Núcleo de Estudos e Tratamento do Tabagismo (NETT) da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Alberto José de Araújo, discorreu sobre o consumo de maconha e crack. "Temos de quebrar o mito de que a maconha é inofensiva. Seu consumo causa problemas de concentração, na capacidade de aprendizagem e memória", argumentou. Já o crack causa a síndrome do zumbi, "em que a pessoa não está morta, mas também não está viva". Pesquisa realizada pela Fiocruz em 2013 mostrou que 370 mil brasileiros usam drogas regularmente, sendo que 10% das mulheres entrevistadas estavam grávidas, "e provavelmente seus filhos apresentarão síndrome de abstinência". Acesse aqui a apresentação.Participantes ficaram até o final do III Fórum de Pediatria.


Os aspectos legais relacionados ao consumo de drogas foram abordados pela coordenadora do Departamento Científico de Segurança da Criança e do Adolescente da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), Renata Waksman. Após explicar como evoluiu a legislação internacional e nacional quanto à criminalização do consumo, Renata defendeu medidas para reduzir o consumo do álcool, como o aumento da carga tributária sobre bebidas, maior fiscalização quanto à idade mínima e uma maior regulamentação da propaganda. A apresentação pode ser lida aqui.

 

A profilaxia em relação à dependência química em adolescente foi o tema do diretor do Conselho Regional de Medicina do Distrito Federal (CRM-DF) e médico do Hospital de Base de Brasília, psiquiatra infantil Thiago Vieira. Em sua apresentação, ele apresentou os fatores que tornam um adolescente mais vulnerável, como a exposição a eventos traumáticos e ao consumo de álcool e drogas pela mãe durante a gravides, a facilidade de acesso e o contato com outros usuários. O modelo familiar também pode ser um fator. "Famílias autoritárias, negligentes ou indulgentes implicam riscos. Já o modelo autoritativo, em que esteja presente muito amor, com limites, é o mais apropriado", defendeu. Leia, aqui, a apresentação.

 

Durante os debates, os especialistas aboraram a necessidade de os médicos, independentemente da especialidade, trabalharem na prevenção do uso de álcool e drogas. "Em toda consulta, falamos sobre a importância de a pessoa evitar o tabaco, precisamos ter o mesmo comportamento em relação ao álcool e às drogas ilícitas", defendeu Lotufo.

 

 

APRESENTAÇÕES 

 

Mauro Luiz de Britto Ribeiro - Presidente em Exercício do Conselho Federal de Medicina
Sidnei Ferreira – Coordenador da Câmara Técnica de Pediatria do Conselho Federal de Medicina
Luciana Silva - Presidente da Sociedade Brasileira de Pediatria

 

Mesa Redonda: A prevenção da violência contra crianças e adolescentes.

 
Presidente: Celso Murad – Conselheiro Federal de Medicina e membro da Câmara Técnica de Pediatria do CFM


Secretário: Donizetti Dimmer Giamberardino Filho – Conselheiro Federal de Medicina e membro da Câmara Técnica de Pediatria do CFM

 

O papel da mídia: Evelyn Eisenstein – Universidade do Estado do Rio de Janeiro - UERJ (Acesse apresentação em PDF)


O papel do lar: Ana Lúcia Ferreira – Universidade Federal do Rio de Janeiro - UFRJ e Departamento Científico de Segurança da Criança e do Adolescente/ Sociedade Brasileira de Pediatria - SBP (Acesse apresentação em PDF)


O papel da escola: Rosana Alves – Escola Superior de Ciências da Santa Casa de Misericórdia de Vitória - EMESCAM (Acesse apresentação em PDF)

 

 Mesa Redonda - Fundamentos éticos e legais do atendimento a vítimas de violência. 

 

Presidente: Gil Simões Batista – Membro da Câmara Técnica de Pediatria do CFM


Secretário: Alberto Cubell Brul Junior – Membro da Câmara Técnica de Pediatria do CFM

 

Aspectos clínicos e psíquicos: Mauricio Santos de Sousa – Psiquiatra de infância e adolescência 

 
Aspectos éticos: José Fernando Maia Vinagre – Corregedor do CFM e membro da Câmara Técnica de Pediatria  (Acesse apresentação em PDF)


Aspectos legais: José Alejandro Bullón Silva – Coordenador da Coordenação Jurídica do CFM (Acesse apresentação em PDF)

 

 

 Mesa Redonda - Alcoolismo e uso de drogas na infância e adolescência. 

 

Presidente: Blenda Avelino Garcia – Membro da Câmara Técnica de Pediatria do CFM

 

Secretário: Rubens Trombini Garcia – Membro da Câmara Técnica de Pediatria do CFM

 

Epidemiologia: Tabaco e álcool - João Paulo Becker Lotufo - Hospital Universitário da Universidade de São Paulo - HU/USP (Acesse apresentação em PDF)


Maconha e Crack – Alberto José de Araújo – Universidade Federal do Rio de Janeiro – UFRJ (Acesse apresentação em PDF)

 

Aspectos legais: Renata Dejtiar Waksman – Departamento Científico de Segurança da Criança e do Adolescente/ Sociedade Brasileira de Pediatria - SBP (Acesse apresentação em PDF)

 

Profilaxia: Thiago Blanco Vieira - Vice-Presidente do CRM-DF (Acesse apresentação em PDF)